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Casa do Crédito - 18 anos viabilizando o seu negócio

Por José Benício de Oliveira Neto

Assim começou um sonho de vida: como um projeto que saiu do papel e foi para o mercado financeiro nacional.

Bem, a minha trajetória como empresário não é nem melhor nem pior que a de muitos outros. Como tantos, venho de uma família humilde, na qual o meu pai era padeiro e confeiteiro e, a minha mãe (uma mulher linda e determinada), servente de grupo escolar – “tia”, como antigamente se dizia com todo o carinho.

Eu mesmo comecei a trabalhar ainda muito criança: com apenas sete anos de idade, já ajudava o meu pai em uma padaria – onde, aliás, iniciei a minha vida profissional. Dali foi que, em 1º de outubro de 1975, agora com 13 anos, conquistei o meu primeiro registro na carteira profissional.

Passei alguns meses naquela função, mas sempre sendo desafiado pelo meu pai no sentido de ser melhor. Ele me dizia: “Você não vai trabalhar numa padaria pro resto da vida, como eu! Vai procurar um emprego melhor! Afinal, você estuda pra ‘ser alguém’ na vida!”.

Certo dia, saí em busca de outro trabalho e encontrei cinco. Desses, o que mais agradou não só a mim, como também aos meus pais, foi o de trabalhar no banco. Nessa época, ser bancário “não era para qualquer um”: era a melhor oportunidade para uma pessoa de origem simples. Daí a razão pela qual os meus pais ficaram tão orgulhosos.

Passei a trabalhar no Banco Bradesco, no qual permaneci por quase 24 anos vivendo um sonho. Ali, o dono do Bradesco dizia que qualquer um podia ser diretor, presidente, ou até mesmo ter o seu o próprio banco. E eu acreditei no sr. Amador Aguiar, que foi um dos principais banqueiro deste país.

Mas estamos aqui para falar da Casa do Crédito, e não de mim. 

Seguindo: após passar por outras instituições financeiras nacionais e internacionais, houve uma manhã em que, depois de uma noite de reflexão, falei àquela que era a minha esposa e uma companheira fantástica de muitas lutas: “Vou abrir uma instituição financeira!”, ao que ela prontamente reagiu com um: “Que bom! Conta comigo!”.

Procurei uma das pessoas mais dignas da atividade pública, o dr. Sergio Darcy, do Banco Central do Brasil – que, infelizmente, não está mais entre nós –, e lhe contei sobre a minha decisão. “Então, quer ser um banqueiro, e deixar uma carreira de sucesso por onde passou?”, ele me perguntou. E, prontamente, incentivou-me com palavras de muito entusiasmo.

Assim começou a ser desenhada a nossa instituição financeira (IF) – ainda sem nome, mas com muitas ideias, muitos projetos, planos bem elaborados, e uma vontade de ser um banco. Ainda não chegamos lá; contudo, o caminho já está sendo construído.

Quanto ao nome, é sempre muito bom lembrar essa passagem. Certo domingo, eu estava elaborando alguns planos no meu computador, quando o meu filho Caio, ainda muito criança, sentou-se ao meu lado. Começamos a bater um papo e, ele, todo interessado, manifestou interesse pelo que eu estava fazendo, ao que lhe expliquei: “Estou pesquisando alguns nomes para colocar na nossa IF”, pontuando o que a IF se propunha a realizar. Com toda a sua inocência, Caio me fez algumas perguntas, às quais eu procurava responder de modo que ele conseguisse entender o propósito daquele projeto, até que ele considerou: “Pai, por que você não coloca o nome de ‘Casa do Crédito’?”.

Imediatamente, anotei aquele nome em um pedaço de papel e o guardei como se guarda um segredo. No dia seguinte, teríamos uma reunião com a agência que estava nos ajudando a pensar em um nome, assim como na estratégia de marketing, entre outras questões. E, quando chegou o exato momento de a agência nos apresentar algumas propostas de nome, vários foram os nomes lançados na mesa. Somente depois de algum tempo foi que tirei aquele pedaço de papel da pasta e o apresentei para os meus colegas de marketing. Qual não foi a minha surpresa diante da devolutiva de todos: “De onde você tirou essa ideia?!?”, “Isso é fantástico!”, “Que nome sugestivo!”, “Genial!”, etc.

Assim foi que adotamos o nome “Casa do Crédito”, exatamente como o meu menino havia dito. Observe-se que não é “DE”, mas “DO”.

Nessa trajetória, interessante citar que deliberamos a Ata de Constituição no dia 15 de agosto de 2002, que protocolamos o pleito no Bacen e que, em menos de três meses, já estávamos com a aprovação homologada pelo Banco Central do Brasil e publicada em 18 de outubro de 2002 no Diário Oficial.

Foi dessa maneira que a Casa do Crédito começou as suas atividades, sendo que o nosso primeiro empréstimo ocorreu em março de 2003.

Desde sempre, a nossa atuação foi toda focada no segmento de micro e pequenas empresas. Dedicamos a nossa atenção em nos consolidar como uma instituição especialista no segmento, com forte atuação no microcrédito produtivo orientado. No entanto, nunca tivemos êxito em obter recursos do BNDES – na época, o banco que ficou responsável pelo repasse dos recursos de programas de governos para as instituições de microcrédito. 

Passamos por parcerias com a CEF, o que nos ajudou muito a dar os primeiros passos na conquista de clientes. Nesse cenário, não faltaria apoio. Infelizmente, porém, por se tratar de programas governamentais, sempre sofremos por questões políticas, sendo que o pior estrago foi provocado pela equipe do então Presidente Lula, que desmantelou o programa anterior.

Conquistamos e derrubamos muitas barreiras para reformular o marco legal das conhecidas SCM – Sociedades de Crédito ao Microempreendedor. E, sem dúvida, o Banco Central do Brasil foi o nosso principal parceiro nessas conquistas.  

Entre as inúmeras conquistas da Casa do Crédito ao longo do tempo, destaco algumas para relembrar. Uma é de 15 de setembro de 2004, quando obtivemos autorização para contratar correspondentes bancários (um grande desafio na ocasião!); outra é de 2 de março 2005, com a aprovação do Bacen para a emissão de debêntures privadas (uma ousadia e tanto para o segmento!).

Outra conquista ainda diz respeito a quando fomos convidados a participar de uma licitação para operar a Casa do Crédito na África do Sul, em função de projetos de correspondente bancário que havíamos realizado e apresentado ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O mesmo sucedeu com a nossa querida Angola, terra de pessoas maravilhosas que nos abriram as portas para estar nesse país irmão do Brasil. Entretanto, devido a questões financeiras, não pudemos manter o desejo de estar em outros países, pois o nosso foco era – e continua sendo – o Brasil.

Tivemos a nossa primeira agência operando na zona leste de São Paulo em 2003, quando também foi colocado em operação o nosso primeiro posto de atendimento ao microcrédito no vale do Anhangabaú. Foi desse modo que começamos a mostrar ao mercado que, apesar de ser minúscula, a nossa instituição tinha vindo para ficar, para assumir um compromisso de acordo com a sua missão: a de criar valor e gerar riqueza para os clientes, para a comunidade e para os funcionários.        

Fomos inovadores: criamos o nosso centro de treinamento, onde os colaboradores eram treinados num ambiente que simulava pequenos negócios, como armazéns, farmácias e lojinhas, entre outros pequenos estabelecimentos. Fomos os idealizadores quanto a levar aos Notários e Registradores do Brasil uma proposta diferenciada com linhas de crédito, além do atendimento condizente com a nossa proposta de oferecer soluções e orientações financeiras para os nossos clientes. 

Fomos também a primeira instituição financeira de microcrédito a ter o nosso programa de TV pela internet: ao longo de um ano, com o apoio inconteste da AllTV, oferecemos ao público um programa inovador que se chamava “Trabalho e Renda”. Nessa época nascia o carro de som, que passeava pela cidade de São Paulo oferecendo microcrédito – iniciativa até então inusitada e, sem dúvida, muito disruptiva e inovadora para uma instituição financeira.

Em 2015, quando lançamos a “Cartilha de Relacionamento com os Clientes”, criamos um modelo inovador e arrojado de relacionamento da instituição com os nossos queridos e inestimáveis clientes, intensificando a nossa diretriz de lhes oferecer soluções e orientações financeiras. Nesse mesmo ano, reformulamos a nossa identidade visual, com símbolos e cores que convergem mais com o mercado financeiro, mas sem que ela deixasse de ser reconhecida pelo público que é nosso alvo.

Em 2017, fomos aprovados pelo Banco Central do Brasil a operar no SPB – Sistema Brasileiro de Pagamentos. Mediante essa aprovação, passamos a ter a nossa plataforma de transferência de recursos, facilitando a vida financeira dos nossos clientes, que buscavam empréstimos por meio das nossas diversas linhas de crédito.

Em 2019 nascia a conta digital da Casa do Crédito, a Cont@Use, um marco significativo para as SCMs. Nesse mesmo ano, também entramos no mercado disponibilizando a maquininha de cartão de crédito e débito, uma importante conquista que viria a facilitar e intensificar os negócios no dia a dia dos clientes nos seus estabelecimentos.  

Sempre orientada pelo ideal de ser uma instituição que busca o tempo todo se modernizar, escolher fornecedores que estejam familiarizados com as mais importantes inovações tecnológicas, ser ágil na entrega das nossas propostas e arrojada, mantendo a segurança, respeitando os nossos valores, a diversidade e o ser humano, é com alegria comunicamos: junto das principais instituições do Brasil, fomos aprovados para oferecer o PIX, o novo modelo de pagamentos que está sendo lançado pelo Banco Central do Brasil, com colaboradores dedicados, treinados para oferecer produtos e serviços que possam estar à altura das necessidades dos nossos clientes, que são o nosso principal ativo.

Estamos completando 18 anos. Esses 18 anos foram intensos, de muito trabalho e de extrema dedicação. Por isso mesmo, queremos comemorá-lo com os nossos fornecedores, colaboradores, parceiros e clientes, sob o compromisso de continuar nesta jornada conduzidos pelos mesmos valores e princípios cultivados até aqui. Assim como pela visão de que sempre podemos ser melhores e nos aprimorar a cada dia para entregar a todos o nosso melhor, com a firme convicção de que Deus está no comando de tudo o que fazemos e de que a Ele agradecemos.

 

José Benício de Oliveira Neto é Presidente Executivo da Casa do Crédito S.A. instituição financeira especializado em micro e pequenas empresas.